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terça-feira, 5 de agosto de 2014

LAVRA - Gugu Keller




"Todo dia é dia de se sonhar, mas, muito mais, de se fazer por onde os sonhos realizar. "





 Gugu Keller


Acesso em: 05. Ago. 2014.
Disponível em: <http://gugukeller.blogspot.com.br/>

terça-feira, 15 de julho de 2014

OMELETRAS HOMELET & JULIEGG


Gente, este pessoal é D+. Suas mensagens entram na nossa vida como um raio de sol que esquenta e manda todo o desânimo e tristeza embora. Palavras simples e amorosas que expressam os mais diversos sentimentos de amor, amizade, motivação, felicidade, paz interior, harmonia.

Minha vida ficou bem mais colorida depois que conheci a "Omeletras". 

Faça uma visita e comprove você mesmo.

Déia Reis






terça-feira, 27 de maio de 2014

COMO CONFIGURAR O ROTEADOR TPLINK WR340! (HD)


Estou tentando configurar o roteador no meu micro para distribuir o sinal de wi-fi para outros periféricos. O vídeo mais explicativo que encontrei foi este. Vou tentar fazer a configuração à noite e depois comento se consegui.

O pessoal que gravou o vídeo é bem legal, disponibiliza o e-mail para qualquer dúvida que tenhamos. Os comentários são bem otimistas, pois muita gente agradece porque finalmente conseguiu vencer esse monstrinho e instalar o roteador.


Déia Reis

sexta-feira, 23 de maio de 2014

SOBRE O QUE GANHAMOS QUANDO CRESCEMOS




     " De repente você descobre qua a vida é muito melhor do que você supõe. E que você é capaz de se libertar dos seus próprios fantasmas, quando decide desligar-se fisicamente e emocionalmente dauilo que só te traz desesperança. Não é fácil romper com aquilo que um dia foi importante, mas não há como seguir adiante estando amarrado às ilusões. Isso pe amadurecimento. Quem não sabe por um ponto final no momento certo, dificilmente será capaz de virar uma página para escrever outra. Alimentar uma ilusão é viver a vida em reticências, onde nada se conclui e qualquer coisa pode ser rabiscada nas páginas vazias da existência. É assim que se perde o sentido da própria vida..."




Érica Galvão escreve para a Revista Benfazeja e seus artigos são excelentes,como vocês podem comprovar acima. Carioca da gema, estudou Filosofia e adora lidar com as palavras.

Disponível em: Revista Benfazeja
Acesso em: 23.Mai.2014.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

PROBLEMAS COM AMOR - Blog Getúlio Gomes

Depois de muitos anos atendendo pessoas em meu consultório, aprendi a respeitar o ser humano, principalmente, vê-lo como ser humano. Mas também não posso negligenciar os desbaltérios que existe por aí, causados por ele mesmo. Em todos os lugares que já fui onde existe pessoas e todo biotipo de pessoas que já atendi, de uma coisa estou certo: Elas querem amar e ser amadas. Entretanto, como agir nesse aspecto, se todos estão apenas em busca de lucro? Aprendemos desde cedo a vencer, conquistar, tirar as melhores notas, ser os primeiros, e não percebemos que o amor foi esquecido, negligenciado. Então passamos a viver em um mundo no qual achamos que estamos evoluindo, porque temos consciência. Mas o simples fato de estarmos nele, não significa que estamos crescendo, pelo contrário, vivemos como comatosos evolutivos. O que podemos fazer para mudar a nossa consciência? O ser feminino e o ser masculino aproximam-se uns dos outros para ficarem juntos, em nome do amor. Mas estarem juntos não significa que estão se relacionando; estarem unidos não significa que estão integrados. E aí começa os questionamentos. Nenhuma religião ensinou como esse feminino e masculino devem se relacionar. Ronald Laing, psiquiatra inglês já dizia que nós só podemos amar a nós mesmos, que é impossível amar o outro. Partindo dese princípio, ninguém abandona ninguém, ninguém afasta ninguém. Quem abandona ou afasta de você, é você mesmo. É você que não se ama. Quando você se relaciona com alguém, o seu amor por você vai até o outro, levando subsídios, alimentos do seu amor por você mesmo e deixa no outro esses substrados, enriquecendo o amor dele por ele mesmo. E, é claro, o meu amor volta novamente para mim muito mais enriquecido, porque ele é meu. Acontece que aprendemos que ao me amar, estou sendo egoísta, estou infringindo as leis universais, as leis de Deus. No entanto, não há uma só escritura sagrada, um evangelho, uma bíblia, um livro científico que nos ensina a amar, porque foram todos deturpados. As igrejas nos traíram, nossos pais mentiram para nós com boas intenções, querendo nos dar o melhor que eles aprenderam. Jesus nos ensinou a amar aos outros como a nós mesmos - note que a referência está em nós, e não no outro, no externo. Assim, por sermos seres gregários, nós buscamos desesperadamente o amor do outro para que possamos suprir a deficiência que temos em relação ao amor que sentimos por nós mesmos. Na verdade, todas essas escrituras nos deixaram com medo, nos ensinaram que Deus, que é Divino, está lá fora - e não dentro de nós. Então precisamos adorá-lo e ter esperança que ele vai nos abençoar, vai nos trazer tudo aquilo que precisamos para nos sentir amados. Esse é um ensinamento errado. Temos um hemisfério cerebral direito (o lado divino, sagrado, espiritual, amoroso, assertivo, cooperativo) e um hemisfério esquerdo (o lado animal, racional, técnico, matemático, mental, crítico, julgador) que podemos chamá-los de natureza animal e natureza divina. Essas naturezas estão separadas e precisam, antes de amar alguém, ser unidas. O animal em nós é medroso e está sempre lutando para conseguir mais. Ele critica e exige que nos satisfaça. Já o Divino é capaz de perdoar e se perdoar, cooperar e ser amoroso. O trabalho de cada um de nós é unir essas duas energias dentro de nós para que possamos realmente nos conhecer com mais profundidade, entendendo que a realidade não é essa que estamos vendo, mas sim, aquela que está dentro de nós. Quando essas energias estiverem harmônicas em nós, então faremos a coisa certa. Mas se não acreditarmos nisso, continuaremos a esperar que Deus fará por nós ou que ele nos abençoará, só que ele não fará nada disso porque ela já está dentro de nós. Então, o amor é circunferencial. O meu amor vai até você e troca elementos enriquecedores e, depois, volta para mim. Por isso, eu quero desejar somente o bem ao meu vizinho, ao meu colega de trabalho, ao meu inimigo, à minha esposa, pois quanto mais eu troco esses substratos com essas pessoas, mais elas ficam enriquecidas e mais elas evoluem, para que eu também possa evoluir.

 Se você entendeu o recado, ame-se.
 G.Gomes 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

VOCÊ QUER TER RAZÃO OU QUER SER FELIZ? - Site Somos Todos Um


"Enquanto sua vontade for ter razão, o autoritarismo será o caminho mais rápido e fácil. No entanto, se desejar ser feliz, há uma longa trajetória de reflexão e mudança à sua frente".

Falar sobre autoritarismo nesse momento parece apropriado, afinal, estamos no mês em que o golpe militar que deflagrou o período ditatorial no Brasil completa exatas cinco décadas. Mas não quero falar sobre regimes ou governantes. O meu assunto é comigo mesma - e com você, se quiser refletir sobre os seus próprios sentimentos e comportamentos em relação ao assunto.

O dicionário relaciona a palavra 'autoritário' aos adjetivos altivo, impositivo, dominador, e, também, arrogante, impetuoso, impulsivo, violento. E, para ser sincera, muitas dessas características eu encontro em mim. Em maior grau em algumas situações, quase imperceptíveis, em outras.


Como (talvez) a maioria das pessoas, tive pais autoritários. Criados eles próprios sob um sistema autoritário, acreditavam que criança não tinha querer. Ou seja, papai e mamãe têm sempre razão e não podem e nem devem ser questionados. Então, aprendi que, quando crescesse, eu deveria ser como eles. Porém, os tempos mudaram.


Se no campo social e político muitos homens e mulheres alteraram o cenário das nações e fizeram com que a democracia se tornasse possível, no campo pessoal e emocional o que eu faço com o meu aprendizado infantil, que foi fundamental na formação da minha personalidade adulta? O que faço com o inconsciente autoritário que foi construído? Será que, para conseguir aquilo que almejo, devo continuar a ser autoritária, impetuosa, impositiva, violenta? Ou posso escolher outras atitudes que talvez me tragam mais rapidamente o que quero na relação com as pessoas?

Enquanto eu quiser controlar a ação dos outros para que tudo saia do meu jeito, o autoritarismo prevalecerá. Mas, se eu puder pensar que somos todos iguais e desejamos as mesmas coisas para as nossas vidas, deduzo que o que queremos, como seres humanos, é que sejamos aceitos e amados. Como grupo, nação ou indivíduos, queremos ser reconhecidos pelo nosso valores e como seres que habitam o mesmo planeta, queremos a paz.

Não serei capaz de me amar e de me aceitar se isso for uma imposição. Consequentemente, não oferecerei ao meu País as minhas melhores qualidades se estiver ora gastando energia para impor minha vontade, ora confrontando o autoritarismo do outro. Como cidadã do mundo, não posso fazer a paz se houver guerra dentro de mim.

A saída talvez esteja na consciência da sua própria história, no perdão dos seus próprios erros e na construção de um novo caminho, que começa por reconhecer onde estamos e quem somos, com honestidade e abertura. Do meu ponto de vista, o começo da mudança pode ser a reflexão e a aceitação de que todos nós temos o autoritarismo como caminho aprendido, mas que pode ser transformado se nós quisermos.

Não quero dizer que esta é a única saída, nem que é a mais fácil. Mas é nela que, por enquanto, eu acredito. Então, não posso deixar de convidar você a pensar comigo: você quer ter razão ou quer ser feliz? Enquanto sua vontade for ter razão, o autoritarismo será a maneira mais rápida e fácil de garantir isso. No entanto, se você quiser ser feliz, há um longo caminho de reflexão e mudança à sua frente e milhões de possibilidades.




Acesso em: 03.Abr.2014.
Disponível em: <http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=38472>

sexta-feira, 21 de março de 2014

FELICIDADE - Site Portal do Espírito



     Todos estão a procura da felicidade. Ninguém diria em sã consciência que não deseja ser feliz.
Todos querem a tal felicidade. Daí porque todos a procuram, nos mais variados lugares e das mais diferentes formas.
      Como já disse nosso querido amigo, Divaldo Pereira Franco: "O grande desafio da criatura humana é a própria criatura humana", ou seja, o nosso grande desfio somos nós mesmos, nosso autoconhecimento.
Nós, seres humanos, já viajamos pelo espaço, fomos à lua, descobrimos outros planetas fora do sistema solar. Ainda assim, este homem, guiado pela tecnologia ainda não conseguiu encontrar a plenitude, a felicidade, porque não teve coragem de realizar a grande viagem interior, tentativa mais eficaz para o autodescobrimento. Não logrou realizar alguns questionamentos, tais como: quem é? de onde veio? para onde vai? e porque está aqui?
     Cabe ao ser inteligente descobrir na Terra a razão fundamental da própria existência, a fim de estabelecer os parâmetros propiciados da felicidade, de forma a desenvolver a capacidade de crescimento interior, razão primordial da sua auto-realização. Enquanto não se resolva por detectar e aplicar os métodos mais compatíveis para o enriquecimento moral e espiritual, tudo se lhe apresentará sem sentido ou maior significado transformador, tornando-se o trânsito carnal um desafio recheado de desencanto e aflição.
Podemos alcançar a felicidade hoje, agora, a despeito dos problemas que estamos enfrentando. Basta olhar a vida com outros olhos, mudando as lentes pelas quais enxergamos os fatos.
       Sabemos que não somos somente aparência material, física. O ser humano é pré-existente ao corpo e a ele sobrevivente. Através desse conceito é que conseguimos entender nosso enigmas, as problemáticas do inter-relacionamento, da dor, do desamor.
      A felicidade tem uma conotação diferente para cada criatura, de acordo com o nível intelectual de cada um. Se perguntarmos o conceito de felicidade, teríamos respostas variadas, de acordo com as necessidades de cada um.
    Lamentavelmente, não sabe-se o que é felicidade por estarmos, nós seres humanos, vinculados ao material. Não conseguiu-se, ainda, um conceito claro sobre felicidade. Várias escolas filosóficas, vários pensadores, filósofos tentam defini-la.
      Por estarmos a maioria, ligados ao material, muitos condicionam a conquista da felicidade à aquisição de bens materiais, outros ancoram o sonho da felicidade na busca da fama, do sucesso, do poder, para outros a felicidade está associada à inexistência de problemas, outros tantos condicionam a felicidade à ocorrência de um fator externo, e a lista prossegue sem fim.
      E nós? Será que estamos condicionando nossa felicidade a algum acontecimento? a algum bem material, a alguma pessoa? Será esse o caminho da felicidade? Certamente, não. A felicidade não está fora de nós. Ela é, antes de tudo, um estado de espírito, uma maneira de ver a vida e não a um determinado acontecimento. Ser feliz é uma atitude comportamental frente a execução da tarefa que viemos desempenhar na Terra.
      A verdadeira felicidade consiste em fazer o bem, "não é ter ou não ter".
    Um dos grandes filósofos da nossa história, afirmou serem três os pré-requisitos para alcançarmos a felicidade: "consciência reta", "vida correta" e "Coração de Paz".
     Temos que lembrar que a vida não é um problema, é um desafio. Ela nos apresenta oportunidades de crescimento, notadamente nos setores que mais necessitamos. Por detrás dos problemas existem lições, desafios, tarefas. E grande ventura tomará conta de nós quando vencermos os obstáculos que a vida nos apresenta. O sermão da Montanha é a pura prova de que somente serão bem aventurados aqueles que souberem superar as dificuldades da vida. Se não acreditarmos, basta olharmos as pessoas felizes e verificar que todas elas passaram ou passam por grandes provas e expiações. Lembremo-nos dos primeiros cristãos, que seguiam cantando até a arena onde seriam devorados pelas feras.
     Lembremo-nos da felicidade de Francisco de Assis, conquistada na humildade, na pobreza e no serviço ao próximo. O santo da humildade era moço rico, mas vivia amargurado na riqueza que possuía. só encontrou a paz depois que se entregou à riqueza do espírito. Não nos esqueçamos de que Paulo de Tarso, que na condição do poderoso Saulo era infeliz, mas voltou a viver após o célebre encontro com Jesus na Estrada de Damasco. Paulo perdeu o poder temporal, mas encontrou a felicidade pessoal. Gandhi encontrou a sua felicidade na luta pela paz. Madre Tereza e Irmã Dulce, apesar dos inúmeros padecimentos que sofreram, conseguiram encontrar a felicidade na felicidade que podiam proporcionar ao desvalidos do caminho. Albert Schweitzer, médico, laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1952, encontrou a felicidade vivendo 52 anos de sua vida entre os povos primitivos da África.
     Como esquecer a permanente alegria de Chico Xavier? E olhem, que problemas na vida não lhe faltaram. Várias vezes perguntaram-no se ele estaria disposto a passar por todas as provas que a vida lhe marcou. E a resposta, já conhecida de todos, é que faria tudo de novo e que pretende no mundo espiritual, continuar a sua tarefa de médium.
     Então, amigos, a alegria de viver deve ser uma norma de conduta natural em todos os seres pensantes, mesmo quando não se exteriorizam conforme desejaríamos. Isto porque, as ocorrências do dia-a-dia alteram-se a cada instante, transformando tristezas em júbilos como felicidades em infortúnio.
Vicente de Carvalho considerou que a felicidade existe, mas é difícil de ser alcançada, porque está sempre onde a pomos e nunca a pomos onde estamos.
     As estradas que levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo, cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
     Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que as circunstâncias felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.
     Construímos castelos no ar, sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade, e por entre ilusões românticas, investimos toda a felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
     Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino, somos herdeiros de nossos atos. Assim sendo, fracassos ou sucessos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
     A destinação do ser humano é ser feliz. o ser psicológico esta fadado a uma realização de plena alegria, mas, por enquanto, a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós mesmos a percebemos, conscientizando-nos de que cada um de nós tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.
     É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com os nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
     Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos, mas sim, a noção de que podemos nos satisfazer, com nossas reais possibilidades. A felicidade nós a encontraremos na harmonização, no amor verdadeiro, na renúncia e no desprendimento. Nós a encontraremos ainda, dedicando-nos aos que sofrem, procurando amenizar-lhe as dores.
     Na verdade, sintetizado o que foi falado, a felicidade é a certeza da imortalidade.
    Face a todas essas conjunturas que se fizeram objeto de nossas reflexões, consideramos que o trabalho interior que produz felicidade não é simplesmente meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da eternidade, nas muitas moradas na Casa do Pai.
Por que?
     Neste mundo transitório, tudo passa. Passam a alegria, a tristeza, o júbilo e a dor. Aqui, a felicidade também é rápida; é como a labareda que se mantém acesa enquanto tem combustível, depois se apaga.
Disse-nos Jesus: "O meu reino não é deste mundo", eqüivalendo dizer que a verdadeira felicidade é um estado de permanência e que a verdadeira plenitude será um dia alcançada, em alguma das muitas moradas do Pai. A felicidade não pode ser algo tão transitório.
     Allan Kardec, interpretou no Evangelho, que a felicidade não é desse mundo. Não quis, ele, afirmar que aqui é um vale de lágrimas, um inferno, mas sim, que este mundo é uma escola. E como toda escola, existe a disciplina e quem não respeita estas disciplinas precisa ser reeducado, no nosso caso, precisa voltar, reencarnar.
     A felicidade não é deste mundo, nos diz o Evangelho, mas começa aqui, ela se realiza nos seus alicerces, para quando viajarmos deste mundo sejamos plenos e felizes.
     Por isso o Espiritismo preconiza a crença da imortalidade da alma, comprovada cientificamente em pesquisas realizadas nos laboratórios. O Espiritismo é uma ciência de observação, nos dá (mostra) uma filosofia de comportamento; explica de onde viemos, quem somos, para onde vamos e porque estamos aqui, aquelas perguntas iniciais, lembram.
     A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade, ao bem que fizemos aos outros. Portanto, a caridade essencial é aquela que transforma o indivíduo, que erradica as causas da miséria e não aquela que mantém o miserável; mas a que muda a estrutura moral do indivíduo. É a caridade do perdão, do esquecimento das ofensas. É uma atitude de sublimação, pois nos diz o Evangelho: "Fora da caridade não há salvação". Não importa no que cremos, importa o que somos, é claro que o ideal é caminharmos junto aos ensinamentos do Mestre.
     A religião Espírita ajuda-nos a sermos corretos, porque nos explica e mostra que somos responsáveis pela nossa vida, nós é quem a escrevemos. Deus não nos castiga, não nos premia, nós é que construímos através do livre-arbítrio. É aí que entra a felicidade de servir.
     A arte de viver é a arte de servir. Feliz é quem ama, não aquele que se faz amado. Felicidade é a arte de exalar alegria, a proposta da felicidade é esta auto-superação, da dominação das nossas más inclinações.
Somos filhos de Deus. A felicidade é possível e já, não precisamos transferi-la. Quando buscamos e achamos Deus, não reclamamo-no mais, podemos dizer a este Pai que amamos a vida, amamos o amor.
Encaremos a vida com os olhos do bem, com a visão do amor e com o concreto desejo de olharmos à nossa volta e verificarmos que o Pai tudo nos legou para que a nossa felicidade se efetive já. Abençoemos o trabalho em que a vida nos situou; santifiquemos a família terrena do jeito que os familiares são; enfrentemos com dinamismo e alegria os obstáculos da vida e assim, amando e servindo, haveremos de encontrar a felicidade que há muito tempo espera por nós.

 Cristiane Bicca


                         http://amorartepoesia.blogspot.com.br/p/textos.html
Acesso em: 21.03.2014.