
"Para tudo neste mundo, não há nada de graça, a não ser o amor de DEUS."
Mostrando postagens com marcador Poetas e Escritores Consagrados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poetas e Escritores Consagrados. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
terça-feira, 18 de agosto de 2015
O CAJUEIRO
O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.
Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.
Rubem Braga
Melhores Contos
Seleção de Davi Arrigucci Jr.
Global Editora – 11ª edição, 2001.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
LIVRO DO DESASSOSSEGO

"Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual. A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas...
Releio? Menti! Não ouso reler. Não posso reler.
De que me serve reler? O que está ali é outro.
Já não compreendo nada..."
Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
(Um dos heterônimos de Fernando Pessoa)
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
FILHAS DO SEGUNDO SEXO - JARDIM
O amor acaba
Como um castelo
De cartas, um viaduto
Só se percebe
No sábado ao se acordar.
Quando tudo silencia,
Na praia ao fim
Da tarde
Ou durante o jantar
Quando se repara
O brilho do anel
Que já não brilha,
O vinco na memória
Que falha, o canto
De Morgana que anuncia:
Todo ser que se move
É uma ilha.
"Me faço poeta para libertar as emoções aprisionadas nas
masmorras da alma, refugiar-me dos meus demônios, contar as mentiras que me
tornam verdadeiro. O jardim é uma tentativa humana de organizar a natureza e
também uma alternativa para organizar e conciliar a metamorfose das emoções.
Mas Jardim também é aquele que me habita, Um pedaço de mim que se aventura
pelos portais onde nunca me aventurei. Meu maior patrimônio são os meus versos,
com eles construo meu jardim."
Ebooks escritos:
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
APRENDER COM TODA A GENTE
"Regra é da vida que podemos, e devemos, aprender com toda a gente. Há coisas da seriedade da vida que podemos aprender com charlatães e bandidos, há filosofias que nos ministram os estúpidos, há lições de firmeza e de lei que vêm no acaso e nos que são do acaso. Tudo está em tudo. Em certos momentos muito claros de meditação, como aqueles em que, pelo princípio da tarde, vageio observante pelas ruas, cada pessoa me traz uma notícia, cada casa me dá uma novidade, cada cartaz tem um aviso para mim. Meu passeio é calado é uma conversa contínua, e todos nós, homens, casas, pedras, cartazes e céu, somos uma grande multidão amiga, acotovelando-se de palavras na grande procissão do Destino".
Fernando Pessoa
(A Quintessência do Desassossego)
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
FALSOS ABRAÇOS - 3 º Lugar no PRÊMIO OFF FLIP DE LITERATURA 2012 - POESIAS
Pálpebras cerradas
aprisionam nossos silêncios.
As opiniões são fósforos riscados
e os sentimentos cinzas pelos cantos.
Não há luz: há muito não pagamos a conta.
Cultivamos nossa indiferença
com a calma de um barco
que apodrece no fundo do rio.
Somos ricos em perdas
e pobres em ruídos caseiros.
Marcamos território com miolos de pão
ressecados pela baixa umidade dos olhos.
Não ha anúncios de batalha:
há silêncios e feridos
dos dois lados da muralha.
O tempo nos secou ao sol,
continuamos como duas camisas no varal,
dependendo do vento
para ensaiar falsos abraços
Vasco Pereira de Oliveira
Sertãozinho - São Paulo.
INCOMPLETA - 1º Lugar no PREMIO OFF FLIP DE LITERATURA 2012 - POESIAS
uma frase
vai faltar uma base
uma xícara na mesa
vai faltar no fim
quem sabe
um jardim na redondeza
um item na lista imensa
vai faltar uma clareza
uma escuridão
outra solução vai faltar
o que não ha
ainda e nao vira
no fim vai sobrar
muita falta
apos a ponta mais alta
vai faltar o ar
o que tanto queria
o que nunca podia
faltar vai faltar
tanto esforço apesar
alguma coisa vai
faltar um ai
um oi um fim
no fim vai faltar
porque é assim.
Maria Helena Castro Azevedo
Rio de Janeiro - RJ.
Maria Helena Castro Azevedo
Rio de Janeiro - RJ.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
ARMARINHO DA PONTE
Era a década de setenta. Shows ao vivo com os cantores em evidência só existiam mesmo nos bairros mais nobres do Rio de Janeiro, embora os sublimes resquícios da bossa-nova ainda permitissem a ocorrência dos encontros informais movidos a um belo piano, violões e baixos acústicos regados a uísque do bom, um caviarzinho e outros afins. Nas regiões suburbanas, num boteco ou num fundinho de quintal, aquele sete-cordas de lei, cavaquinho, tamborim, pandeiro e às vezes um surdão para cadenciar o showzinho doméstico sempre com algumas mulatas embevecendo os sambistas e simpatizantes.
Era o tempo dos videoteipes, entretanto as rádios em AM eram eficazes na cobertura dos eventos principalmente das zonas norte e oeste. Por outro lado, o rock brasileiro rolava solto e cada garagem tinha sempre um clone dos Beatles ou Rolling Stones executando versões tropicais que levavam ao delírio as gatinhas e brotos metaforizados pelo som nada metafórico do Roberto e do Erasmo Carlos.
Pois é... estávamos em Marechal Hermes, bairro tradicional suburbano, onde o point cultural chamava-se “ Armarinho da Ponte “ , uma lojinha paralela à linha dos trens, que promovia festivais apresentados por um locutor normalmente da Rádio Nacional, a principal difusora da cultura musical e o show do dia era realizado pelo conjunto The Fevers num palanque armado em frente à passarela subterrânea que ligava os dois lados.
Uma infinidade de pessoas assistia ao espetáculo e a banda atacava com uma música do Jonhy Rivers, It´s to late, enquanto o refrão repetia: “ Já cansei... já cansei... e ninguém cansava, todos dançavam: jovens, idosos, adultos, crianças, à exceção dos Casaizinhos que aproveitavam o ensejo, já que atenção era toda voltada pra a banda, para se beijarem à moda Marilyn Monroe, que enfeitava as telas de cinema com sua glamourosa sedução.
Indivíduos de vários tipos e de várias roupas acotovelavam-se onde quer que pudessem ficar, para cantar em coro, pular e gritar.
Sobre a escadaria, na passarela que dava para a estação de trens, havia um grupo enorme e, de lá, partiu o inusitado: parecia que uma galinha chocadeira voadora sobrevoara a banda, porque pelo menos uma dúzia de ovos caiu como um míssil sobre os componentes do conjunto. Um deles explodiu sob a pancada da baqueta; outro, sobre as cordas da guitarra; mais um, no contrabaixo; outro mais num bemol com sétima para receber um acorde básico, lambuzando os dedos elétricos do tecladista .
Repentinamente, a banda parou de tocar e os últimos acordes soaram a La Hermeto Paschoal, meio dissonânticos e pegajosos pelas claras galináceas que escorriam guitarra abaixo. Fosse na Europa, todos aplaudiriam de pé.
Não demorou muito e, após as risadas, a primeira locução pornofônica explodiu: - Quem foi o filho da puta que jogou esses ovos ? Alguém tomara o microfone de um dos componentes da banda e começou a vociferar desvairadamente. Houve um silêncio fúnebre que se eternizaria, até que a segunda saraivada galinácea acertou em cheio locutor, deslizando-lhe gosmentamente pelos cabelos e caindo-lhe sobre a camisa havaiana, típica da época... aí, a polícia chegou e o oficial – que não contivera um riso disfarçado – ordenou que o pelotão dispersasse a massa com aquele carinho típico do início do famigerado ano de 1964. A porradoterapia rolou solta !
A pancadaria irrompeu e um dos cassetetes acertou a bolsa com os artefatos , expulsando pelo menos um pintinho atemporal que, estupefato com a vida fora da placenta ovípara, tentou voltar para seu útero,mas acabou pisoteado pela massa em debandada.
Hoje, o Armarinho da Ponte – como um setor de conveniências – perdeu o glamour e se restringe apenas, a exemplo das lojas de “tudo por um real “ , a vendas a preços módicos ( desculpem-me o fóssil linguístico ).
No meu silêncio, ainda ouço os Fevers cantando, a la Brasil, o eterno It´s to late do Jonhy Rivers, que eu traduzo perguntando: - Será que é... “tarde demais “ ?
Escritor, poeta, compositor, cantor, produtor musical, artista plástico, professor de literatura e língua portuguesa, ente outras especificações, Luiz Gilberto de Barros está sempre participando de atividades culturais, e mais uma vez, fica entre os finalistas no Concurso Literário Prêmio Moacyr Scliar e Ledo Ivo. Na modalidade de crônicas angaria o 2º lugar com o texto "ARMARINHO DA PONTE" e fica em terceiro colocado na modalidade de contos com a obra "BRINCANDO DE MORRER". O autor é bem eclético e já possui mais de 10.000 trabalhos, à saber: poesias, crônicas, novelas, músicas, ensaios e contos. Além disso, é Diretor Cultural da Associação Cultural Encontros Musicais, no Rio de Janeiro, sendo o pela produção e criação dos textos.
Déia Reis
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
APELO - Dalton Trevisan
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa.
Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
Apelo é um dos contos mais conhecidos do escritor Dalton Trevisan, considerado um dos melhores contistas brasileiros contemporâneos. Sua linguagem é direta e popular e ele mostra cotidianos de angústias e amarguras. O escritor nasceu em Curitiba, em 14 de junho de 1925, e é nessa cidade que ele ambienta a maioria de seus casos.
Seu livro mais famoso é o "Vampiro de Curitiba", que foi publicado em 1965, pela Editora Record. A obra é uma antologia de quinze contos que versam sobre um mundo perverso, sem esperança e sem solidariedade. Histórias irônicas que destrincham essas condições humanas.Ainda não li, pessoal, é o próximo da minha lista. Depois comento, mas vale à pena, anotar.
Abraços,
Déia Reis
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
CAMÕES - O POETA NEOPLATÔNICO
Ninguém sabe ao certo qual foi o ano e a cidade de nascimento de um dos maiores poetas da literatura portuguesa - Luís Vaz de Camões. Alguns historiadores oscilam entre os anos de 1509,1524 e 1525 e entre as cidades de Alenquer, Coimbra, Lisboa e Santarém.
Sua família era da pequena nobreza, filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá Macedo.Sabe-se pouco também sobre a sua infância, mas o jovem recebeu educação esmerada nos moldes clássicos, e por isso, dominava o latim, a literatura e as histórias antigas e modernas. Estudou na Universidade de Coimbra, onde D. Bento, seu tio, era prior do Convento de Santa Cruz e chanceler da Universidade.
Camões era considerado valentão, briguento, boêmio e homem de vários amores e devido a essa personalidade acirrada recebeu o apelido de " o Trinca-fortes".Inclusive, por causa de uma briga com um criado da corte de nome Gonçalo Borges é preso e vai para a cadeia por um ano, até receber o perdão e embarcar para as Índias. Luís de Camões fica longe de sua Pátria por dezesseis longos anos, exercendo o cargo de Provedor dos bens de defuntos e ausentes.Sofre um naufrágio no rio Mecong de que se salva conseguindo preservar os originais de Os Lusíadas, mas reza a lenda, que na escolha perde sua mamante chinesa, Tin Nam Men, registrando a sua memória em um dos seus poemas.
"Torna a fugir-me. E eu gritando: Dina,
Antes que diga Mene, acordo e vejo
Que nem um breve engano posso ter"
(Soneto 70)
Em 1542-45, inicia seu ofício como poeta lírico quando passa a frequentar a corte de Dom João III tornando-se conhecido. Foi apaixonado pela Infanta Dona Maria e Caterina de Ataíde, que ele ocultava através do anagrama Natércia.
![]() |
| Camões recitando "Os Lusíadas" na Corte. |
Camões representava em suas obras o português do tempo dos descobrimentos, pobre e desterrado. Sua poesia versava sobre a corte e a colônia portuguesa, sua falta de sorte e má fortuna, seus amores turbulentos e as fortes paixões. O poeta expressa em sua lirica o amor sensual e : o neoplatonismo. Sua obra sempre repercute na na literatura portuguesa, escritores como Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa se inspiram em seus poemas, recriando a sua lírica.
Sua obra reúne canções, églogas, elegias, odes, oitavas, redondilhas, sextinas e sonetos.
![]() |
| Túmulo de Camões no Mosteiro dos Jerónimos. |
Déia Reis
Fonte de pesquisa: Cadernos Entre Livros/ Ediouro
terça-feira, 12 de agosto de 2014
SENSAÇÕES NOVAS
"A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova. Baldado esforço o teu de querer sentir outras coisas sem sentires de outra maneira e sentires de outra maneira sem mudares de alma. Porque as coisas são como nós as sentimos - há quanto tempo sabes tu isto sem o saberes? - e o único modo de haver coisas novas, de sentir coisas novas é haver novidade no senti-las. Muda de alma. Como? Descobre-o tu.
Desde que nascemos até que moremos mudamos de alma lentamente, como de corpo. Arranja meio de tornar rápida essa mudança, como certas doenças, ou certas convalescenças, rapidamente o corpo se nos muda."
Fernando Pessoa
( A Quintessência do desassossego )
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
AFETO
..."Nada pesa tanto como o afeto alheio - nem o ódio alheio, pois que o ódio é mais intermitente que o afeto; sendo uma emoção desagradável, tende, por instinto de quem a tem, a ser menos frequente. Mas tanto o ódio como o amor nos oprime; ambos nos buscam e procuram, nos não deixam sós.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 31 de julho de 2014
ARIANO SUASSUNA - 23/07/2014
Ariano Suassuna foi um dos grandes nome da Literatura Brasileira e uma das suas peças mais conhecidas é "O Auto da Compadecida". A comédia dramática em forma de auto que estreou no ano de 1955 e que relata o drama do Nordeste Brasileiro, inserindo a tradição da literatura de cordel.
Fechando o círculo de escritores que faleceram este mês, lamentavelmente, no dia 23/07/2014, com 87 anos muito bem vividos, dizemos adeus a uma pessoa tão querida. O escritor tinha várias ocupações: dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta, além de ser um entusiasta defendor da cultura do Nordeste do Brasil (João Pessoa), região em que nasceu. Vítima de de complicações de um acidente vascular cerebral hemorrágico, é levado ao hospital, e depois de uma parada cardíaca, não resiste, vindo a falecer logo depois.
![]() |
| Suassuna e Zélia (sua esposa) |

Suassuna ocupava a cadeira de numero 32 na Academia Brasileira de Letras e ganhou notoriedade como romancista com livros como:"Romance d!A Pedra do Reino" e o "Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta." Foi também um dos membros fundadores do Conselho Nacional de Cultura e secretario de Cultura em Pernambuco. Ocupava outras duas cadeiras na Academia Pernambucana de Letras e na Academia Paraibana de Letras. Provido de um carisma peculiar junto aos seus fãs e público, manteve-se ativo até o último suspiro.
OBRAS:
Uma mulher vestida de Sol, (1947);
Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
Os homens de barro, (1949);
Auto de João da Cruz, (1950);
Torturas de um coração, (1951);
O arco desolado, (1952);
O castigo da soberba, (1953);
O Rico Avarento, (1954);
O casamento suspeitoso, (1957);
O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
A pena e a lei, (1959);
Farsa da boa preguiça, (1960);
A Caseira e a Catarina, (1962);
As conchambranças de Quaderna, (1987);
Fernando e Isaura, (1956)"inédito até 1994".
ROMANCES
A História de amor de Fernando e Isaura, (1956);
O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971);
História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana,
PALESTRAS:
Defesa contra a teoria da evolução.
POESIAS:
O pasto incendiado, (1945-1970);
Ode, (1955);
Sonetos com mote alheio, (1980);
Sonetos de Albano Cervonegro, (1985);
Poemas (antologia), (1999).
Déia Reis
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)























