Mostrando postagens com marcador Poesias Consagradas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias Consagradas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de maio de 2016

DE ALMA PARA ALMA




E às vezes esquecemos de ser nós mesmos
quando passamos a querer agradar a outros.
Sentimos falta do que éramos nos deparando
com o que estamos sendo. E quando nos
deparamos com o reflexo no espelho vemos
que é hora de mudar, ser o que queremos,
lutar pelo que nos valerá a pena e priorizar
quem acima de tudo quer o nosso bem.
Os sonhos que valem a pena são os nossos,
as lutas que temos que lutar são as nossas e a
vida que temos que viver é a que nos faz feliz.
Ninguém além de nós mesmos sabe do
que nosso coração precisa, então priorizar a
si mesmo é se fazer feliz todos os dias.

_________________
Yla Fernandes


          Esta mensagem foi compartilhada comigo por um grande amigo, Marcos Veiga. Para mim, o Marcola. gente que mora dentro do meu coração. Basta lê-la para ver a maravilha de mensagem e que cai como uma luva em nossas vidas. Senti vontade de espalhá-la para todos os ventos que os passarinhos contem esta boa novidade.  A mensagem edificante é do Face "De Alma para Alma". Vale à pena compartilhar. Todo mundo cresce.

Parabéns!

Georgete Reis

quinta-feira, 23 de julho de 2015

LIVRO DO DESASSOSSEGO


"Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual. A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas...

Releio? Menti! Não ouso reler. Não posso reler. 
De que me serve reler? O que está ali é outro. 
Já não compreendo nada..." 


Do Livro do  Desassossego - Bernardo Soares
(Um dos heterônimos de Fernando Pessoa)



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CAIXEIRO DA TABACARIA

     "Quando ontem me disseram que o empregado da tabacaria se tinha suicidado, tive uma impressão de mentira. Coitado, também existia! Tínhamos esquecido isso, nós todos, nós todos que o conhecíamos do mesmo modo que todos que o não conheceram. Amanhã esquecê-lo-emos melhor. Mas que havia alma, havia, para que se matasse. Paixões? Angústias? Sem dúvida... Mas a mim, como à humanidade inteira, há só a memória de um sorriso parvo por cima de um casaco de mescla, sujo, e desigual nos ombros. É quanto me resta, a mim, de quem tanto sentiu que se matou de sentir, porque, enfim, de outra coisa não se deve matar alguém... Pensei uma vez, ao comprar-lhe cigarros, que encalveceria cedo. Afinal não a teve tempo para encalvecer. É uma das memórias que me restam dele. Que outra me haveria de restar se esta, afinal, não é dele, mas de um pensamento meu?
     Tenho subitamente à visão do cadáver, do caixão em que o meteram, da cova, inteiramente alheia, a que o haviam de ter levado. E vejo, de repente, que o caixeiro da tabacaria era, em certo modo, casaco torto e tudo, a humanidade inteira."

Fernando Pessoa
(A Quintessência do Desassossego)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

FILHAS DO SEGUNDO SEXO - JARDIM

O amor acaba
Como um castelo
De cartas, um viaduto
Que desaba.
Só se percebe
No sábado ao se acordar.
Quando tudo silencia,
Na praia ao fim
Da tarde
Ou durante o jantar
Quando se repara
O brilho do anel
Que já não brilha,
O vinco na memória
Que falha, o canto
De Morgana que anuncia:
Todo ser que se move

É uma ilha.


Jardim

Leia o livro na íntegra no Widbook, na página do escritor-poeta, você vai gostar. 

Biografia do Poeta Segundo Suas Próprias Palavras.

"Me faço poeta para libertar as emoções aprisionadas nas masmorras da alma, refugiar-me dos meus demônios, contar as mentiras que me tornam verdadeiro. O jardim é uma tentativa humana de organizar a natureza e também uma alternativa para organizar e conciliar a metamorfose das emoções. Mas Jardim também é aquele que me habita, Um pedaço de mim que se aventura pelos portais onde nunca me aventurei. Meu maior patrimônio são os meus versos, com eles construo meu jardim."


Ebooks escritos:




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

APRENDER COM TODA A GENTE


"Regra é da vida que podemos, e devemos,  aprender com toda a gente. Há coisas da seriedade da vida que podemos aprender com charlatães e bandidos, há filosofias que nos ministram os estúpidos, há lições de firmeza e de lei que vêm no acaso e nos que são do acaso. Tudo está em tudo. Em certos momentos muito claros de meditação, como aqueles em que, pelo princípio da tarde, vageio observante pelas ruas, cada pessoa me traz uma notícia, cada casa me dá uma novidade, cada cartaz tem um aviso para mim. Meu passeio é calado é uma conversa contínua, e todos nós, homens, casas, pedras, cartazes e céu, somos uma grande multidão amiga, acotovelando-se de palavras na grande procissão do Destino".

Fernando Pessoa
(A Quintessência do Desassossego) 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PINOQUIOSFERA


Está a mentira tão na entranha que a verdade soa estranha.

FALSOS ABRAÇOS - 3 º Lugar no PRÊMIO OFF FLIP DE LITERATURA 2012 - POESIAS


Pálpebras cerradas
aprisionam nossos silêncios.
As opiniões são fósforos riscados
e os sentimentos cinzas pelos cantos.
Não há luz: há muito não pagamos a conta.
Cultivamos nossa indiferença
com a calma de um barco
que apodrece no fundo do rio.
Somos ricos em perdas
e pobres em ruídos caseiros.
Marcamos território com miolos de pão
ressecados pela baixa umidade dos olhos.
Não ha anúncios de batalha:
há silêncios e feridos
dos dois lados da muralha.
O tempo nos secou ao sol,
continuamos como duas camisas no varal,
dependendo do vento
para ensaiar falsos abraços

Vasco Pereira de Oliveira
Sertãozinho - São Paulo.

DISCURSO - 2º Lugar no PRÊMIO OFF FLIP DE LITERATURA 2012 - POESIAS


a palavra falada
dura o tempo
que o vento volta a ser
ar
e silêncio.

Paulo Madureira
Campinas - São Paulo.

INCOMPLETA - 1º Lugar no PREMIO OFF FLIP DE LITERATURA 2012 - POESIAS

no fim vai faltar
uma frase
vai faltar uma base
uma xícara na mesa
vai faltar no fim
quem sabe
um jardim na redondeza
um item na lista imensa
vai faltar uma clareza
uma escuridão
outra solução vai faltar
o que não ha
ainda e nao vira
no fim vai sobrar
muita falta
apos a ponta mais alta
vai faltar o ar
o que tanto queria
o que nunca podia
faltar vai faltar
tanto esforço apesar
alguma coisa vai
faltar um ai
um oi um fim
no fim vai faltar
porque é assim.

Maria Helena Castro Azevedo
Rio de Janeiro - RJ.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

SENSAÇÕES NOVAS

"A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova. Baldado esforço o teu de querer sentir outras coisas sem sentires de outra maneira e sentires de outra maneira sem mudares de alma. Porque as coisas são como nós as sentimos - há quanto tempo sabes tu isto sem o saberes? - e o único modo de haver coisas novas, de sentir coisas novas é haver novidade no senti-las. Muda de alma. Como? Descobre-o tu.

Desde que nascemos até que moremos mudamos de alma lentamente, como de corpo. Arranja meio de tornar rápida essa mudança, como certas doenças, ou certas convalescenças, rapidamente o corpo se nos muda."

Fernando Pessoa
( A Quintessência do desassossego )

terça-feira, 5 de agosto de 2014

LAVRA - Gugu Keller




"Todo dia é dia de se sonhar, mas, muito mais, de se fazer por onde os sonhos realizar. "





 Gugu Keller


Acesso em: 05. Ago. 2014.
Disponível em: <http://gugukeller.blogspot.com.br/>

quinta-feira, 31 de julho de 2014

LÁPIDE

Quando eu morrer, não soltem meu Cavalo
nas pedras do meu Pasto incendiado:
fustiguem-lhe seu Dorso alardeado,
com a Espora de ouro, até matá-lo.

Um dos meus filhos deve cavalgá-lo
numa Sela de couro esverdeado,
que arraste pelo Chão pedroso e pardo
chapas de Cobre, sinos e badalos.

Assim, com o Raio e o cobre percutido,
tropel de cascos, sangue do Castanho,
talvez se finja o som de Ouro fundido

que, em vão – Sangue insensato e vagabundo —
tentei forjar, no meu Cantar estranho,
à tez da minha Fera e ao Sol do Mundo!

Ariano Suassuna
Blog http://arianosuassuna.zip.net/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

POEMA EM LINHA RETA - Fernando Pessoa


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
[sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernado Pessoa