sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

AMOR E PAIXÃO - Palavreado Marginal

Palavreado marginal... O Blog do poetinha Armeniz Muller.: Carnaval! Tempo de paixões avassaladoras...:

                   O  amor! Ah, o amor!...
                   Antes ainda de ser um nobre sentimento, o amor é um especialíssimo e divino talento distributivo, entregue a bem poucos nesta vida secular.  Assim, aquele que o recebeu do Altíssimo, jamais deverá preocupar-se com o seu possível esgotamento, mas deve alegremente prosseguir na bendita missão de levá-lo aos corações carentes.
                 Aqueles que verdadeiramente amam, não sofrerão jamais, pois mesmo afastados da pessoa amada, continuarão a abençoá-la através das ternas e doces lembranças.
                Já a paixão... Ai, ai, ai, minha santinha habladora!
A paixão é terrivelmente atrativa, enquanto assaz enganadora. Portanto, não pequemos caindo em tentação, e equivocadamente misturando o amor, esse nobilíssimo e abençoado sentimento, com a paixão, essa poça humana de erotismo e de lasciva voracidade sexual... A qual nada mais intenta que enganosamente atrair corações já despedaçados de outros "carnavais" – afastando os bons sentimentos... Isso tudo fará a paixão, ao unir e subjugar pessoas de sexos opostos ou não... por curtos períodos de tempo; levando-os, então, a se explorarem mutuamente... Para logo após legar-lhes apenas e tão somente montanhas de decepções, sofrimento e ódio. Isso quando não deixa o luto como herança... Portanto, ao ouvir que alguém, num crime passional, matou por amor... Não se iluda, mas bem certo esteja de que se fulano ou ciclano matou nessas circunstâncias, certamente foi por paixão, pois é a paixão que não admite perder... Enquanto o amor, esse que tudo pacificamente aceita perder em favor da pessoa amada, jamais levará alguém a fazer mal a outrem... Pois, antes de tudo, o amor é um sentimento protetor e libertador, por excelência!
                Longe estou de afirmar que ninguém deve viver grandes paixões, isso não. Vivamo-las!          Mas que as vivamos assim, sabendo de antemão o quão passageiras ou efêmeras são as paixões; enquanto vazias de reais e bons sentimentos, mas quase sempre nocivas ao bom viver... E que tão logo acabem, mercê do esfriamento erótico e da sua voracidade sexual ou passional, nada, além daquele triste legado, deixará aos seus escravos.
              Em suma, amor é amor. Paixão é paixão. Enquanto o amor, incondicionalmente, ao outro se dá... A paixão, ditatorialmente, do outro, tudo quer tomar...
             Sem dó, nem piedade.

Grato,

Armeniz Müller. 



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